Minha Trajetória

Minha Trajetória

Minha trajetória na arte iniciou bem cedo, aos nove anos já estava envolvido com Teatro. Comecei em oficinas culturais de Teatro Infantil e logo estava fazendo Teatro de Rua.
Fui bolsista de um curso profissionalizante em Teatro em São Paulo, mas antes disso já tinha trabalhado em grupos independentes. Eu segui experimentando tudo que é linguagem em vários programas de aprimoramento artístico.
Fiz minha bagagem artística em toda parte, já estive no Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Rondônia, Roraima, Amazonas etc.
Desde os quinze anos investi na parte ritualística da arte, algo que trabalhasse o corpo dentro da estética proposta por Antonin Artaud no seu Teatro da Crueldade. A poética dentro da qual propunha meu trabalho autoral era muito específica, dessa forma a maioria dos meus trabalhos nessa proposta Artaudiana eram monólogos ou solos performáticos.
Apesar de fazer muito solos, eu continuava em grupos teatrais fazendo trabalhos coletivos nas linguagens do Teatro do Absurdo, do Teatro Épico e da Comédia de Costumes. Assim eu seguia em trabalhos coletivos, as vezes montando autores renomados, outras recorrendo a trabalhos do cenário da jovem dramaturgia brasileira.
Fui orientador teatral pela primeira vez no Projeto Cultura Cidadania aos dezesseis anos. O projeto era uma parceria da Companhia Cultural Bola de Meia (São José dos Campos/SP) e o falecido Ministério da Cultura (MinC-BR).
A Companhia Bola de Meia tem um trabalho voltado para a infância. Esse trabalho, de certa forma, me lembrava meu próprio começo nas artes.
A oportunidade de dar meu primeiro curso para jovens e adultos surgiu logo depois. Em 2018, fui Interlocutor do Projeto de Extensão Expressões Cênicas e Performáticas na Terra de Makunaima. Se tratava de um Projeto de extensão desenvolvido pela Universidade Federal de Roraima.
Estar em Roraima por um ano me deu a oportunidade de estudar o território amazônico. Me aprofundei nos rituais indígenas e afro-brasileiros, abundantes no cenário amazônico, buscando trazer essa essência e estética para minha arte.
O projeto de extensão foi um trabalho inédito para a faculdade e para o estado. Essa experiência de fato mudou o rumo da minha trajetória. Eu pude, pelo projeto, estudar os rituais amazônicos e experimentar minhas proposições artísticas com os jovens orientados.
Trabalhar com Mandú é para poucos. Ator, Interlocutor, Performer e Monstro para aqueles que não estão prontos para o morrer e viver. Ele se põe diante de seus limites e os encara com total afeto, desistir não é opção. Cansaço físico não é desculpa.
Meu primeiro contato com uma linguagem artística foi através de um projeto no qual o Mandú foi um dos orientadores artísticos. Eu não fazia ideia do que esperar, mas ao participar da primeira oficina fiquei encantado.
Trabalhar com Mandú é para poucos. Ator, Interlocutor, Performer e Monstro para aqueles que não estão prontos para o morrer e viver. Ele se põe diante de seus limites e os encara com total afeto, desistir não é opção. Cansaço físico não é desculpa.
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