Minha Trajetória

Minha trajetória na arte iniciou bem cedo, por volta de 2007, aos nove anos, eu já estava envolvido com Teatro. Comecei em oficinas culturais de Teatro Infantil e logo estava fazendo Teatro de Rua.
Fiz minha bagagem artística em toda parte, já estive no Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Rondônia, Roraima, Amazonas etc.
Em 2013, aos quinze anos, investi na parte ritualística da arte, algo que trabalhasse o corpo dentro da estética proposta por Antonin Artaud no seu Teatro da Crueldade. A poética dentro da qual propunha meu trabalho autoral era muito específica, dessa forma a maioria dos meus trabalhos nessa proposta Artaudiana eram monólogos ou solos performáticos.
Apesar de fazer muito solos, eu continuava em grupos teatrais fazendo trabalhos coletivos nas linguagens do Teatro do Absurdo, do Teatro Épico e da Comédia de Costumes. Assim eu seguia em trabalhos coletivos, as vezes montando autores renomados, outras recorrendo a trabalhos do cenário da jovem dramaturgia brasileira.
Consegui Bolsa integral no curso profissionalizante em Teatro do SENAC/SP e segui experimentando tudo que é linguagem em vários programas de aprimoramento artístico do estado.
Fui orientador teatral pela primeira vez em 2017, no Projeto Cultura Cidadania. O projeto era uma parceria da Companhia Cultural Bola de Meia (São José dos Campos/SP) e o falecido Ministério da Cultura (MinC-BR). A Companhia Bola de Meia tem um trabalho voltado para a infância e esse trabalho, de certa forma, me lembrava meu próprio começo nas artes. Continuo contribuindo com esta instituição até hoje.
Em 2018 fui desenvolvedor Full Stack e propositor artístico-cultural no projeto Urban95 em Boa Vista/RR, tendo sido um dos agentes responsáveis pela implementação do Centro Territorial Tecnológico do município e pela formação de mais de trezentos estagiários no referido centro.
Neste projeto fui responsável por desenvolver diversos ambientes virtuais, gerenciando bancos de dados, conduzindo oficinas de Teatro e auxiliando na realização das oficinas de Cultura da Infância. A realização do “Urban95” em Boa Vista/RR foi possibilitada por uma parceria da Bernard van Leer Foundation com a Prefeitura Municipal e a Cia Cultural Bola de Meia.
A oportunidade de dar meu primeiro curso para jovens e adultos também surgiu em 2018, fui Interlocutor do Projeto de Extensão Expressões Cênicas e Performáticas na Terra de Makunaima. Se tratava de um Projeto de extensão desenvolvido pela Universidade Federal de Roraima.
Estar em Roraima por um ano me deu a oportunidade de estudar o território amazônico. Me aprofundei nos rituais indígenas e afro-brasileiros, abundantes no cenário amazônico, buscando trazer essa essência e estética para minha arte.
O projeto de extensão foi um trabalho inédito para a faculdade e para o estado. Essa experiência de fato mudou o rumo da minha trajetória. Eu pude, pelo projeto, estudar os rituais amazônicos e experimentar minhas proposições artísticas com os jovens orientados.
Por ocasião de estar Roraima para os projetos Urban95 e Expressões Cênicas e Performáticas na Terra de Makunaima atuei como voluntário da Cia Cultural Bola de Meia nos abrigos da ACNUR/UNICEF durante a crise migratória, sendo monitor de oficinas artísticas em onze abrigos de refugiados, sendo dois abrigos de populações indígenas, além de atuar em praças e outros espaços transitórios.
Em 2019 ministrei a residência artística Corporeidade Desviante em Rondônia em uma parceria com a Associação Waraji, voltando a trabalhar com a mesma no ano seguinte para a produção da 10ª edição do Festival Internacional de Teatro de Guajará-Mirim/RO, que reuniu artistas de cinco países em uma edição online durante a pandemia do COVID-19.
Ainda como membro da Cia Cultural Bola de Meia fui , fui Social Media dos projetos Criança em Cena e Direito de Brincar, também atuado como produtor cultural dos projetos Não Deixe a Bola Cair, Palco de Brincar, Bola pra Frente, 30 anos de Cultura da Infância e muitos outros.
Em 2020, durante a Pandemia do COVID-19, fundei o Núcleo Abantesma, somos um grupo de jovens artistas que atua na pesquisa e desenvolvimento de projetos artísticos que abordem as relações entre o terror e o colonialismo. Nossos trabalhos dão destaque a corpos dissidentes, com um coletivo de artistas composto totalmente por pessoas LGBT e majoritariamente por pessoas racializadas.

Depoimentos

Trabalhar com Mandú é para poucos. Ator, Interlocutor, Performer e Monstro para aqueles que não estão prontos para o morrer e viver. Ele se põe diante de seus limites e os encara com total afeto, desistir não é opção. Cansaço físico não é desculpa.
Meu primeiro contato com uma linguagem artística foi através de um projeto no qual o Mandú foi um dos orientadores artísticos. Eu não fazia ideia do que esperar, mas ao participar da primeira oficina fiquei encantado.
Trabalhar com Mandú é para poucos. Ator, Interlocutor, Performer e Monstro para aqueles que não estão prontos para o morrer e viver. Ele se põe diante de seus limites e os encara com total afeto, desistir não é opção. Cansaço físico não é desculpa.
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